Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

 

 

Resultado de Investigação Criminal, mais dois acusados de homicídios são condenados pelo Tribunal do Júri em Campina Grande

Resultado de Investigação Criminal, mais dois acusados de homicídios são condenados pelo Tribunal do Júri em Campina Grande

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB parabeniza mais um excelente trabalho de Investigação Criminal realizado pelos policiais da Delegacia de Homicídios de Campina Grande, que culminou com a condenação dos acusados de matar a jovem Jessikaline Barbosa da Silva, covardemente assassinada em março de 2016, no bairro das Malvinas, em Campina Grande.

De acordo com as investigações, o assassinato de Jessikaline foi articulado dentro do Presídio Serrotão, em Campina Grande, pelo detento Jean de Albuquerque Souza, ex-companheiro da vítima. Ele, que ainda não foi julgado, articulou o crime com os acusados Francisco Zerisvaldo Duarte (“Coroa”), Alex Júnior dos Santos, Adriano Farias de Oliveira e dois adolescentes. Francisco e Alex foram condenados durante julgamento nessa terça-feira, 21, no Tribunal do Júri de Campina Grande, a 48 anos de prisão e 38 anos de prisão, respectivamente. Os demais envolvidos aguardam julgamento.

Jessikaline foi assassinada porque respondia, junto com Jean de Albuquerque, a um procedimento na Polícia Federal. E como ela revelou em depoimento tudo o que sabia sobre o caso, passou a receber pressões do ex-companheiro para mudar as declarações dada à PF. Já separada de Jean, Jessikaline se negou a mudar seu depoimento e, por isso, foi alvo de uma emboscada e morta com um tiro na nuca.

A ASPOL lembra que o índice de elucidação de homicídios de Campina Grande gira em torno de 70%, sendo considerado, portanto, muito alto em relação à média nacional, que é de 10%, aproximadamente.

E de acordo com o Ministério Público em Campina, chega a 92% o índice de condenação às pessoas acusadas de crimes contra a vida, no Tribunal do Júri da cidade. “As pessoas não sabem, mas isso é resultado direto do trabalho de Investigação Criminal, realizado na maioria dos casos pelos Investigadores da Delegacia de Homicídios de Campina Grande, apesar de todas as dificuldades enfrentadas. Imagine se tivéssemos as condições ideias de trabalho”, declarou o vice-presidente da Aspol, Frank Barbosa.

 

ASPOL/PB - 22/08/2018