Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

 

 

Policiais Civis realizam panfletagem em João Pessoa e apresentam reivindicações da categoria à população

Policiais Civis realizam panfletagem em João Pessoa e apresentam reivindicações da categoria à população

Em campanha por melhorias salariais e reivindicando respeito e investimento para o trabalho da categoria investigativa e de apoio, a Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB realizou na noite desta sexta-feira (12), uma panfletagem no Busto de Tamandaré, na orla de João Pessoa. A ação teve o poio do Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado da Paraíba – SINDPERITOS, da Associação dos Técnicos em Perícia e Necrotomistas Policiais – ATENEPOL, da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar da Paraíba - ASSPOM/PB e da Associação dos agentes penitenciários da Paraíba – AGEPEN. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Áureo Cisneiros, também esteve presente reafirmando apoio à causa dos policiais civis do Estado.

As categorias se reuniram para distribuir material onde apresentaram à população 22 pontos principais da luta da Polícia Civil. Atualmente os policiais da Paraíba recebem o pior salário do país e somam perdas inflacionárias de mais de 60% nos últimos oito anos. Recebem metade do salário que é pago em 16 Estados da Federação e durante a carreira chegam a receber 1/3 do salário pago em outros estados do Nordeste. Além disso, a categoria investigativa não possui um Plano de Cargo, Carreira e Remuneração compatível com a complexidade da atividade desenvolvida. Para piorar ainda mais a situação, o policial civil na Paraíba não recebe através de subsídio conforme prevê a Constituição e Lei Estadual, dessa forma os policiais perdem mais de 40% do salário com a aposentadoria, o que é um desrespeito com o profissional da segurança pública.

“A insuficiência do efetivo é muito grande, a exemplo disso, é que há policiais trabalhando até por três pessoas. A situação piora ainda mais com a sanção do Projeto de Lei 1664/2017, onde os policiais são obrigados a vender a folga. Isso tem prejudicado os policiais, já que a demanda e a cobrança sobre a segurança pública é alta. Infelizmente, o governo não investe em recursos que possam valorizar o policial, dando condições de trabalho e um salário digno. E é por isso que o policial civil vem mostrar ao povo, as condições as quais a categoria é submetida. O SINPOL/PE é solidário com a realidade dos policiais paraibanos e estamos aqui para apoiar a causa”, disse o presidente do SINPOL/PE, Áureo Cisneiros.

Os policiais civis do Estado atingem metas e resultados, mas não recebem o reconhecimento devido. Mesmo com efetivo reduzido a 1/3, os investigadores têm agilizado os trabalhos policiais e por 6 anos consecutivos estão reduzindo os índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), e ainda assim, estão com suas gratificações congeladas há 10 anos e recebem diárias com valores insuficientes até para a alimentação, e recebem 1/3 da hora extra Constitucional.

                “Queremos que a população entenda que estivemos nas ruas prestando conta do serviço policial, que não está funcionando como devia, mas que a culpa não é nossa. O problema das falhas é a falta de investimento, tivemos a verba reduzida e estamos trabalhando no limite, com o efetivo também reduzido. Um déficit enorme, que sobrecarrega todas as categorias, e ainda mais, todos são obrigados a trabalhar ganhando o pior salário do país. Essa é a realidade da segurança pública da Paraíba”, destacou o diretor de relações Públicas da ASSPOM/PB, Gilberto Silva.

“A população está vendo alguns pontos das nossas reivindicações. É humilhante chegar a essa situação. Mas a ASPOL continuará mostrando o desrespeito a que os investigadores criminais vêm sendo submetidos pela gestão. Há 87% da Polícia Civil insatisfeita, são Agentes de Investigação, Agentes de Telecomunicação, Escrivães de Polícia, Motoristas Policiais e Peritos, Técnicos em Perícia e Necrotomistas, que produzem resultados, mas que estão sendo ignorados. Continuamos abertos a dialogar para resolver essa visível desestrutura salarial que tem massacrado o trabalhador da segurança pública, inclusive impedindo muitos de se aposentar”, disse a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.

“Esse movimento é pela vida, pela vida do policial e pela vida de cada cidadão paraibano e de cada turista que vem a esse Estado. Não podemos ficar de braços cruzados e ver o policial morrer de trabalhar na instituição, como já ocorreu. A ASPOL/PB, na condição de maior entidade representativa da Polícia Civil, tem mobilizado as categorias, por uma luta legítima, que apenas busca mais segurança para o policial e uma melhor segurança para a população. Precisamos dar um basta ao pior salário do país”, completou Suana.