Policiais civis param atividades e vão às ruas da capital reivindicar melhorias salariais

Policiais civis param atividades e vão às ruas da capital reivindicar melhorias salariais

Carregando um caixão de madeira, cruzes e uma cama hospitalar representando os policiais que adoecem por não conseguirem se aposentar devido às perdas salariais de mais de 40%, os policiais civis foram às ruas na manhã desta quarta-feira (31), mostrar à sociedade a situação salarial a qual estão submetidos. A categoria paralisou as atividades por 24h e realizou uma “Passeata Pela Segurança Pública”, que contou com o apoio de outras Associações que compõem a “Frente SOS Segurança Pública”, formada pela ASPOL/PB, COPM/BM, ASSINPM/BM, ASSEMP, ASSPOM e AGEPEN-PB, todos esses integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar e Agentes Penitenciários. O SINDPERITOS/PB e a ATENEPOL/PB também participaram do movimento.

A concentração aconteceu de frente ao Colégio Lyceu Paraibano, o policiais circularam pelas principais vias do centro da cidade, até a Praça dos Três Poderes onde aconteceram os discursos dos representantes das categorias. Durante todo o percurso, foram entoados gritos de socorro à Polícia Civil, Polícia Militar e Agentes Penitenciários, e pedidos de respeito pelo trabalho dos profissionais que tanto se dedicam para manter a ordem e combater a criminalidade, mas não têm o direito de se aposentar e ainda recebem o pior salário do país.

“Somos trabalhadores como todos os outros profissionais, mas tivemos que parar nossas atividades para mostrar que não aceitamos trabalhar para um Governo, que usa nosso suor e inteligência, e recebe os méritos das metas que alcançamos. Não tivemos aumento salarial como foi anunciado, continuamos com o pior salário do país e sofremos com o abuso de poder, onde colegas de trabalho que estavam de férias foram acusados de faltar expediente porque participaram uma manifestação pacífica, legítima e ordeira. Precisamos dar um basta nesses abusos”, falou o vice-presidente da ASPOL/PB, Valdeci Feliciano.

“Nós queremos segurança pública de qualidade para que o policial, que está custeando seu equipamento e ganhando o pior salário do país, trabalhe com mais qualidade. Ganhamos o pior salário do país e precisamos ser reconhecidos por todas as metas que atingimos e por toda dedicação que temos com a nossa atividade. Não podemos conviver com os assédios morais as quais estamos submetidos, somos profissionais de ensino superior concursados e ocupamos o cargo de forma legítima, por isso merecemos reconhecimento. Não é justo com os profissionais que tanto se arriscam, receberem uma remuneração que é menor que a remuneração de outros cargos da Polícia Civil, também de nível superior. Todos os profissionais merecem ganhar bem”, disse a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.