Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

 

 

Policiais Civis decidem por paralisações em Assembleia realizada pela ASPOL/PB

Policiais Civis decidem por paralisações em Assembleia realizada pela ASPOL/PB

Os policiais Civis da Paraíba decidiram, por unanimidade, em Assembleia Geral Extraordinária realizada pela Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB, por paralisações das atividades em todo o Estado. O encontro aconteceu nesta quinta-feira (14), no Auditório do Centro de Tecnologia da UFPB, e contou com a participação de associados, além do presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Pernambuco – SINPOL, Áureo Cisneiros, do presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais da Paraíba – SINDPERITOS, Hebert Boson, do presidente da Associação dos Técnicos em Perícia e Necrotomistas Policiais – ATENEPOL, Mário Chaves, e do líder da Intersindical, Leandro Recife.

Depois que a ASPOL/PB realizou, anteriormente, reuniões com a categoria, onde foram discutidos pontos importantes da construção e aprovação do Projeto de Lei (PL) 1.664/2017, no último dia 05 de dezembro, então, em Assembleia geral foi deliberado e a decisão foi tomada pela categoria de forma unânime, haja vista que o PL 1664 foi construído de forma unilateral, ouvindo apenas uma categoria.

O presidente da SINPOL/PE, Áureo Cisneiros, falou da luta do Sindicato da Polícia Civil de Pernambuco para melhorar as condições de trabalho dos profissionais e destacou o trabalho da ASPOL/PB contra a aprovação do Projeto Lei. “A Associação tem realizado um trabalho exemplar, mas para isso, é importante que todos se unam e busquem juntos os objetivos da categoria. Suana é um exemplo de liderança, e a ASPOL tem conseguido se destacar nas lutas da classe”, disse Áureo.

“A categoria tem que se unir e trabalhar para mostrar à sociedade quem é o braço forte e o braço fraco da categoria. Não podemos deixar outras pessoas levarem o crédito do trabalho que a gente realiza, por isso, todos devem tomar a decisão de lutar por melhorias para toda a categoria”, destacou o presidente do SINDPERITOS, Hebert Boson.

O presidente da ATENEPOL/PB, Mário Chaves, falou da união das classes e ressaltou a necessidade de uma Polícia igualitária. “Não existe uma classe melhor que outra, existe cargos diferentes dentro da Polícia Civil, mas que se completam no dia-a-dia do trabalho. Somos 87% da Polícia Civil e nos encontramos insatisfeitos, e podemos mudar a situação apenas trabalhando para o mesmo objetivo”, disse Mário.

A diretoria da ASPOL/PB realizará nos próximos dias, reuniões para definir um calendário de paralisações das atividades por 24h, respeitando os serviços essenciais.

“Queremos respeito na Polícia Civil. Além de um remanejamento que aumentou de 60 para 120 o número de vagas da classe especial apenas para delegados, não há previsão para publicação  das acumulações e há policiais há mais de um ano aguardando. Toda essa situação só tem gerado segregação na instituição, e a Aspol continuará denunciando o assédio moral nas delegacias de polícia e as arbitrariedades de alguns delegados que têm impulsionado policiais ao desvio de função. A ASPOL sempre se colocou à disposição para dialogar e assim continuará, mas não calaremos diante da falta de respeito para com as demais categorias, e a Assembleia de hoje só reforçou a união das entidades classistas que lutam por igualdade e representam juntas 87% da Polícia Civil”, destacou a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.