Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

ASPOL/PB revela: Falta vontade política para corrigir as injustiças na Polícia Civil

ASPOL/PB revela: Falta vontade política para corrigir as injustiças na Polícia Civil

Na Polícia Civil da Paraíba, os investigadores criminais (agentes de investigação, de telecomunicação, escrivães de polícia e motoristas policiais) são tratados com desrespeito e sofrem injustiças há anos. Não há valorização e, consequentemente, não há motivação para o trabalho. A presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, afirma que os problemas na Polícia Civil não são resolvidos porque “falta vontade política”.

Na Polícia Civil, os investigadores exercem trabalho de natureza técnico-científica, sendo responsáveis pelo cumprimento de mandados de prisão, realização de investigações complexas e de alto risco. Arriscam-se para observar e acompanhar o comportamento de criminosos envolvidos com a prática de crimes de estupro, de violência doméstica, expõem suas vidas para prender pessoas acusadas de traficar drogas, praticar homicídios, pistolagem, fraudes, roubos a banco, e tantos outros.

Agentes de investigação e de telecomunicação e Escrivães de Polícia são profissionais com diversas formações de nível superior, pois o trabalho se complementa com a experiência das diferentes ciências. Infelizmente, recebem o ‘adicional de risco de vida’ menor que outras categorias também de nível superior, integrantes da mesma estrutura da Polícia Civil.

Do mesmo modo, os motoristas policiais estão igualmente colocando suas vidas em perigo ao dirigir viaturas policiais que são alvos fáceis para criminosos. Também se arriscam ao transferir presos perigosos, podendo ser surpreendidos com uma possível tentativa de resgate. Os motoristas policiais fazem muito mais do que suas atribuições permitem, numa demonstração de vocação com a atividade investigativa. Todavia, também não são valorizados na instituição e recebem ‘adicional de risco de vida’ menor do que todos os cargos da Polícia Civil.

Para a ASPOLPB, a equiparação do risco de vida para todos os cargos é uma questão de Justiça. “Todos os investigadores criminais se submeteram a concurso público e à rigorosa formação nas academias de polícia, dada a relevância e perigo da atividade de combate ao crime. Infelizmente, o ‘adicional de risco de vida’ que esses trabalhadores recebem não condiz com os riscos que correm”, disse a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.

“É preciso tratar a vida das pessoas de forma igual, pois nenhuma vida é mais importante que outra. Considerando que houve oito anos para o Governado do Estado corrigir essa situação e analisando o valor irrisório do impacto financeiro para solucionar esse problema, só podemos concluir que não há vontade política para promover igualdade para esses profissionais que trabalham com 1/3 do efetivo, e mesmo assim, atingiram metas na redução de homicídios por 06 anos consecutivos, sendo inclusive considerada a melhor Polícia do país”, ressaltou a presidente.