Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

 

 

ASPOL exige devolução de valores descontados de contracheques de policiais civis

ASPOL exige devolução de valores descontados de contracheques de policiais civis

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB solicitou, através de ofício encaminhado à Delegacia Geral da Polícia Civil do Estado, a devolução dos valores antecipadamente  descontados dos salários dos investigadores criminais, como forma de punição, pela participação em movimentos que pediam melhorias no trabalho da categoria, realizados em dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Dez sindicâncias foram instauradas, processando cerca de 100 policiais civis, quando alguns deles estavam de licença médica e até mesmo de férias.
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A ASPOL/PB lamenta a falta de critérios objetivos nas instaurações das sindicâncias, que deveriam ter iniciado por investigação preliminar, para evitar os equívocos cometidos. Houve divergências de informações durante as audiências, já que foram apresentadas escalas de frequência em que autoridades policiais atestaram a presença dos servidores no mês de dezembro de 2017, e depois, apresentaram outra escala pelas mesmas autoridades, onde atestaram a falta dos servidores. Alguns policiais tiveram suas sindicâncias arquivadas e por isso, a ASPOL/PB exige a devolução dos valores injustamente descontados dos contracheques dos servidores.
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“Tem que investigar todos os casos de frequências divergentes, assinadas pelos mesmos superiores hierárquicos, de modo a apurar os fatos em toda a sua extensão. Os policiais foram às ruas, pedir respeito, substituição de armas, munição para treinamento, coletes, promoções e dignidade salarial. Essas punições desmedidas mostram o quanto os investigadores são desvalorizados pela própria administração, ao ponto de serem punidos financeiramente, de forma injusta, desconsiderando a presunção de inocência e o devido processual legal, que são princípios constitucionais, o que é um grande desrespeito. A ASPOL/PB luta por tratamento isonômico na Polícia Civil da Paraíba e está buscando contornar os abusos”, disse a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.