Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

Policiais Civis da PB realizam panfletagem em Patos nesta quarta-feira (28)

26/02/2018 15:57

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB realizará, nesta quarta-feira (28), a partir das 7h, uma panfletagem em frente à Prefeitura da cidade de Patos, sertão do Estado. A ação é para apresentar à população as reivindicações da categoria investigativa, que atualmente recebe o pior salário do país e soma perdas inflacionárias de mais de 60% nos últimos oito anos. Os investigadores criminais distribuirão um material que destaca os 22 pontos principais das reivindicações da Polícia Civil da Paraíba, e que motivaram as paralisações realizadas pelos policiais nos últimos meses.

Atualmente, os policiais civis recebem metade do que se paga em 16 Estados da Federação e não recebem através de subsídio, o que acarreta perdas na aposentadoria de mais de 40% da remuneração. São profissionais de nível superior, muitos pós-graduados, que não possuem um Plano de Cargo, Carreira e Remuneração – PCCR, que trabalham com coletes balísticos vencidos, colocando em risco a própria vida, e sendo obrigados a vender a folga, recebendo 1/3 da hora extra constitucional.

“Vamos nos reunir com a categoria do sertão, mobilizar os profissionais para esse movimento pela vida do policial e pela vida de cada cidadão paraibano, porque segurança pública tem que ser tratada com prioridade. A ASPOL/PB, na condição de maior entidade representativa da Polícia Civil, com mais de 1.000 associados, luta por valorização e dignidade salarial. Nenhum trabalhador concursado, nível superior, merece receber 1/3 do que recebe outros servidores também de nível superior da Polícia Civil, no início de carreira, e essa situação piora com o passar dos anos, pois a defasagem aumento, o policial recebe 1/4 do que recebe outros profissionais. Isso não é justiça salarial. Fora isso, quem mais se arrisca, recebe risco de vida menor que outros cargos. E para piorar a população sobre com delegacias fechadas e com a demora do atendimento porque só trabalhamos com 1/3 do efetivo. A população e os policiais não merecem esse tratamento do Governo, nem dos gestores da Polícia Civil”, disse Suana Melo.