Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba

ParaibaemQAP: Jornalistas ‘compram briga’ pela melhoria salarial de policiais na Paraíba

16/02/2019 10:21

O mais novo levantamento nacional acerca do salário que se paga aos policiais civis nos estados está repercutindo em vários portais de notícias da Paraíba. Mas a rádio Correio FM, em especial o programa Balanço Geral, apresentado em Campina Grande, não economizou críticas ao governo do estado, diante da situação vivenciada pelos Investigadores Criminais paraibanos.

O assunto foi ‘provocado’ pela Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol/PB), na pessoa do seu vice-presidente, Frank Barbosa, ao ser entrevistado pela produção do programa.

Em sua participação, Frank disse que os números atuais foram publicados pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), e a remuneração inicial mais baixa, na verdade, é do estado de Goiás, que paga R$ 2.060,13 aos seus investigadores. Mas no final de carreira, os policiais goianos chegam a receber R$ 12.035,47.

Já na Paraíba, esses valores são de R$ 3.282,79 e R$ 4.206,25 para início e fim de carreira, um aumento irrisório a ser alcançado em 30 anos de trabalho. “Além disso, o salário dos policiais é formado por vencimento e muitas gratificações. E quando chega no momento de se aposentar, os policiais não se aposentam porque perdem, no mínimo, 40% dessas gratificações, pois não são incorporadas no salário do aposentado”, completou o vice-presidente da Aspol.

Daí para frente, os apresentadores Celino Neto e Lázaro Farias se mostraram ‘indignados’ com a situação dos Investigadores Criminais da Paraíba. Celino classificou, por exemplo, como “inacreditável” a disparidade salarial paga aqui e nos outros estados da federação.
“Você consegue imaginar a melhoria da segurança pública deste estado ou de qualquer outro, sem passar pela melhoria do salário do agente? Uma coisa está associada à outra; precisa melhorar a remuneração”, defendeu.

Já Lázaro afirmou que ouviu de alguns profissionais da PC paraibana que, por vezes, “pagam do bolso” para ter como fazer o processo de investigação. “Vou elogiar cada policial civil deste estado. Vocês aceitam trabalhar sendo a polícia mais mal paga do Brasil”, disparou.

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