Site de Notícias repercute entrevista com o vice-presidente da ASPOL

Site de Notícias repercute entrevista com o vice-presidente da ASPOL

O site de notícias ParaíbaOnline repercutiu a entrevista concedida pelo vice-presidente da Aspol, Valdeci Feliciano, na manhã desta quarta-feira, 24, ao Jornal Integração da Campina FM 93.1.

Durante a conversa com os jornalistas Lenildo Ferreira e Kalilka Vólia, Valdeci falou sobre a estrutura da Polícia Civil, legislação penal, concurso público e as ações da associação em defesa da categoria.

Leia abaixo a matéria publicada no ParaíbaOnline:

Vice-presidente da Aspol: “Ainda há não concursados exercendo a função de policial”

O vice-presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol), Valdeci Feliciano, falou sobre os 35 anos da Polícia Civil ressaltando que a data comemorativa é marcada por avanços e alguns retrocessos, principalmente, no avanço da criminalidade e má interpretação ou aplicação da lei.

Valdeci contou que a Polícia Civil foi marcada, no início de sua história, por policiais que não eram concursados e pelos araques, que eram pessoas de outras repartições que realizavam a atividade policial.

– Houve uma mudança recentemente, mas a associação está combatendo, está fazendo levantamento porque ainda há hoje pessoas que não são concursadas, não fazem parte do quadro da polícia e estão exercendo a função de policial. Eu comuniquei ao secretário de Segurança. Veja que nós não tivemos muito avanço assim – afirmou.

Ele explicou que através do concurso os agentes que compõem o quadro da polícia trabalham com qualidade e enfatiza que, para ingressar na Polícia Civil da Paraíba e outras entidades federativas, é exigido ter o ensino superior.

– Após o concurso, digo de passagem, bastante concorrido, o pessoal passa pelo curso de formação, em média de seis a nove meses, onde vai ver algumas disciplinas em relação a direitos humanos, noções de direito constitucional, noção de direito penal, processo penal, tática de abordagem, tiro e atendimento ao público. Esse pessoal (araques) não tem essa qualificação e o compromisso com o Estado que o servidor público passa a ter – falou.

O vice-presidente revelou que o índice de evasão de policiais é elevadíssimo, pois os agentes saem da corporação para fazer concursos em outras áreas.

Além disso, existe um número de policiais oscilante. Na Paraíba há 2.237 policiais civis que ocupam os cargos de delegado, agente de investigação, escrivão, perito criminal, perito médico-legal, perito odonto-legal, técnico em perícia, agente de telecomunicação, entre outros.

Porém, muitos concursados esperam um longo período de tempo para serem convocados e ocupar as lacunas.

– Um dos principais fatores que causam essa evasão é o salário. Nós temos o pior salário do Brasil na entrada para aqueles que estão iniciando, pior salário no meio do tempo de prestação de serviço e o pior salário na saída. Isso tem causado grande desestímulo e muitos policiais estão indo para outras áreas – destacou.

Ele também comentou sobre a quantidade de armas que entram no Brasil esclarecendo que o país tem fábricas de armas, vendem para países vizinhos, mas através das fronteiras que devem ter vigilância do Exército Brasileiro e atuação da Polícia Federal, elas retornam.

As armas, que muitas vezes são novas, são destruídas. Ele diz que as armas destruídas poderiam ser utilizadas pelas secretarias de segurança do país.

*As informações foram veiculadas na Rádio Campina FM.