Policial Civil detalha ‘Mapa da Violência’ durante palestra para estudantes em Campina Grande

Policial Civil detalha ‘Mapa da Violência’ durante palestra para estudantes em Campina Grande

O investigador da Delegacia de Homicídios de Campina Grande Frank Barbosa, diretor de comunicação da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (ASPOL), participou nessa quinta-feira, 17 de setembro, de uma palestra para alunos do Colégio Imaculada Conceição (Damas), sobre os índices de violência na cidade. O advogado Félix Araujo Neto foi o outro palestrante do evento, com o tema “Maioridade Penal”.

Durante sua explanação, Frank detalhou os dados do artigo intitulado “Mapa da Violência em Campina Grande no ano 2014”, estudo elaborado junto com o também policial civil Eugênio Bortolouzi. O levantamento reúne vários aspectos sobre os homicídios ocorridos no ano passado.

O policial falou sobre o objetivo central do trabalho e fez uma comparação com cidades nordestinas menores do que Campina Grande, porém com a taxa de assassinatos mais elevada. “Mossoró, no Rio Grande do Norte, por exemplo, tem cerca de 290 mil habitantes e registrou mais de 190 homicídios em 2014. Já Caruaru, em Pernambuco, que tem em torno de 315 mil habitantes, registrou no ano passado 137 mortes. Campina totalizou 154 crimes, mas nossa população é de 402 mil habitantes. Ou seja, proporcionalmente, nossa cidade apresenta um quadro mais favorável”, disse Frank.

O investigador fez uma retrospectiva dos crimes de maior repercussão na cidade e ressaltou o índice de elucidação da Delegacia de Homicídios, que, segundo ele, é um dos mais positivos do Brasil. “Para se ter uma ideia, a média brasileira de elucidação de homicídios gira em torno de 8%. A de Campina Grande, em 2014, foi de 63%, um índice que se aproxima ao dos países de primeiro mundo”, enfatizou.

Outro aspecto abordado na palestra foi o número de condenações nos procedimentos do Tribunal do Júri em Campina. De acordo com reportagem recente, 93% dos casos julgados por aquele tribunal levaram à condenação do autor do fato. “E isso é reflexo da investigação realizada pela Polícia Civil, no caso específico pela Delegacia de Homicídios, a quem compete investigar esses delitos. Pode-se dizer, portanto, que nós temos uma polícia eficiente”, finalizou Frank Barbosa.