ASPOL presta últimas homenagens a investigador assassinado na cidade Patos

ASPOL presta últimas homenagens a investigador assassinado na cidade Patos

A diretoria da Associação dos Policiais Civis em Carreira da Paraíba – ASPOL/PB esteve presente, nesta segunda-feira (30), no velório e sepultamento do investigador criminal, Klaus Cruz de Lima, que aconteceu na cidade de Patos, onde residia o policial civil. Klaus foi assassinado, no último domingo (29), dentro da delegacia por um dos presos que estava sendo interrogado.

Para mostrar a indignação da Polícia Civil perante o caso, a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, o vice-presidente da associação, Valdeci Feliciano, e policiais de todas as regiões do estado realizaram uma marcha em protesto à morte dos investigadores criminais assassinados durante o ofício de manter a segurança pública. Na ocasião, foram homenageados Klaus Cruz de Lima, além dos policiais Marcos Rosas e Waldir Ponce de León, mortos em 2016, e Marcos Vinícius, assassinado em 2015. O movimento saiu de frente a Delegacia de Homicídios de Patos e seguiu até o Cemitério Parque da Paz, onde aconteceu o velório.

Suana Melo ressaltou que o caso tem que ser apurado com muito cuidado em toda a sua extensão. “Sabemos que o cansaço e o estresse do dia a dia, levam alguns profissionais a cometerem alguns deslizes no trabalho, mas na área policial isso não pode ser permitido porque vidas de inocentes podem ser tiradas, como aconteceu com o Klaus, que era um excelente investigador criminal”, disse.

“É importante ressaltar que os policiais civis hoje passam por situações em que são exigidas longas jornadas de trabalho, por isso, estamos na luta para melhorias na classe. Não temos o reconhecimento do trabalho que fazemos, uma vez que trabalhamos em situações muitas vezes de grande estresse e ainda recebemos o pior salário do país”, informou Suana.

A presidente da ASPOL/PB ainda disse que a associação é solidária a dor das famílias desses policiais civis mortos. “Além da dor, ainda existe as perdas salariais com as quais a família terá que conviver. Isso é o reflexo do desprezo do poder público com o policial civil da Paraíba”, finalizou.