ASPOL participa de manifesto contra a Reforma da Previdência em João Pessoa

ASPOL participa de manifesto contra a Reforma da Previdência em João Pessoa

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba, ASPOL/PB, marcou presença no manifesto contra a PEC 287/2016 da Reforma da Previdência realizado, na tarde desta terça-feira (17), no centro de João Pessoa. O ato contou com a participação de centrais sindicais, movimentos sociais e buscou alertar a população do retrocesso aos direitos trabalhistas conquistados ao longo dos anos se a reforma previdenciária for aprovada.

A PEC 287/2016 prevê uma idade mínima de 65 anos de idade para homens e mulheres se aposentarem. Além disso, o tempo mínimo de contribuição deve subir de 15 para 25 anos. Com a aprovação da Proposta os trabalhadores terão que contribuir por mais tempo e isso obriga o cidadão a optar por uma previdência privada, como já acontece em muitos casos.
           
Em João Pessoa, o manifesto levou muita gente às ruas com cartazes, encenação de teatro e gritos de não aprovação da Proposta. O movimento se encerrou no fim da tarde e não foi registrado nenhum tipo de violência ou vandalismo.
          
Para o vice-presidente da ASPOL, o investigador Valdeci Feliciano, o Governo Federal não pode passar a conta da corrupção para os trabalhadores pagarem. “Essa reforma é injusta porque fará o trabalhador morrer de trabalhar, pois muitos não atingirão o tempo de contribuição de 49 anos. Querem implementar um modelo de previdência de países desenvolvidos, sem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores", afirmou.

A presidente da ASPOL, Suana Melo, explicou que o movimento vem ratificar a insatisfação do trabalhador brasileiro à PEC. "Consideramos que este movimento contra a PEC 287, ocorrido também em outros Estados do país, revela a insatisfação da população brasileira com relação a medidas adotadas pelo governo federal que precarizam o serviço público e retiram direitos conquistados. A Paraíba, principalmente, tem sofrido com o corte no repasse de verbas que deveriam ser utilizadas no investimento em segurança pública para compra de coletes, por exemplo, pois os que a Polícia Civil tem estão vencidos", disse Suana.